segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Vitória 2 x 2 Fluminense – O empate dos nervos

Vitória 2 x 2 Fluminense – O empate dos nervos.
Por: Lucas Rochas §iquilho[lucas.rochas@yahoo.com.br]

Vitória e Fluminense protagonizaram na tarde de ontem uma partida extremamente emocionante. Muita velocidade, contra-ataques, e lances perigosos para ambos os lados, que tentavam por fim a crise.
Uma coisa é certa, após presenciar tal jogo no Barradão tenho convicção de que estou com o coração forte, e não sofro de problemas cardiovasculares, pois a partida foi de tirar o fôlego.

Em um domingo que havia começado ensolarado, com stock car pela primeira vez em salvador, e apenas 7.850 rubro-negros presentes e convictos de que esta seria a retomada do leão na competição, dez minutos antes do início da partida e o lindo céu azul deu lugar a uma enorme nuvem preta sobre o santuário do leão da barra. Seria este um mau presságio?
XÔ URUCUBACA!

Muito criticado, Carpegiani acabou cedendo às pressões da torcida e da imprensa, escalando logo de início Willian e Vanderson no time titular e Apodi novamente na ala direita.
Com tais mudanças a postura do time foi completamente diferente. Mais veloz e determinado, o glorioso rubro-negro partiu logo para cima do fluminense, disposto a decidir o jogo e acabar com a série de partidas sem vencer. Após muito tempo o time entrava em campo com a marcação adiantada e sufocava a saída de bola do adversário. Tamanha disposição fora logo revertida em gol, em uma tabelinha entre Roger e Willian, onde o camisa 20 rubro-negro saiu de frente para o gol e enfiou o pé, abrindo o marcador após 03 jogos sem o leão balançar as redes, acalmando a nervosa torcida:
Vitória 1 x 0 Fluminense.O Gol, que deveria estimular o leão, surtiu efeito contrário e o time simplesmente se acomodou. O Fluminense, que tem um bom time, não sei por que está nesta situação, se aproveitou e começou a explorar o potencial individual de seus jogadores Conca, Roni, Kieza e Ruy, que passaram a infernizar a defesa do leão.
Apesar de estar vencendo o leão se mostrava inseguro, faltava confiança.
Erros e mais erros da zaga que cortava mal as bolas, ocasionava diversos contra-ataques ao Fluminense que soube aproveitar e empatou a partida com Luiz Alberto. Mais uma vez a zaga cercou, cercou, cercou, mas não marcou, apenas olhou o adversário trabalhar a bola dentro da área.
Vitória 1 x 1 Fluminense.

O gol do adversário desestabilizou ainda mais o leão, que de forma desordenada tentava virar o primeiro tempo em vantagem, mas não conseguia levar muito perigo ao gol do goleiro Fernando Henrique. Apodi, no lance mais perigoso quase marcou um golaço,as o chute passou rente à trave.
A nuvem preta ainda encobria o Barradão, e o gol não saia:
Que Urucubaca desgramada!

Fim do primeiro tempo, e vaias. Não apoiei, mas grande parte da torcida não estava satisfeita. Seria necessário mudança de postura do time, e PCC foi em busca disto.
Por sinal, não entendo o porquê das duras críticas ao trabalho feito por ele. Apenas questiono o fato de vir reclamar a público, o que realmente acaba desestabilizando o grupo. Mas temos que convir que a diretoria[que, diga-se de passagem, tem feito um excelente trabalho!] desta vez vacilou, e acabou se acomodando com a boa campanha do time, esquecendo de reforçar ainda mais o grupo. Entretanto, pela partida de ontem, não percebi nenhum motim, ou algo parecido, no grupo. Falta o time ter mais calma, a crise vai passar.

Na volta do intervalo, incrivelmente a nuvem preta desapareceu. Seria um bom sinal? Parecia que sim.
PCC, percebendo o bom momento, sacou um zagueiro e mandou a campo o jovem Berola, uma ótima substituição. Por sinal, como havia dito no tópico anterior, acho que o Vitória deveria mudar o esquema tático, com a eliminação de um volante, a manutenção dos 03 zagueiros e a entrada do Berola, dando mais velocidade ao ataque e fazendo aproximação ao centro-avante cone Roger, que sendo sincero, foi até bem ontem. Cometeu umas gafes básicas, afinal de contas ele continua sendo o Roger, um jogador limitado.

A entrada de Berola fez com que o time se movimentasse mais, deu mais velocidade às jogadas e animou o leão, que passou a ter o domínio da partida. Logos aos três minutos o cone Roger quase marcou de cabeça, em lançamento de Victor Ramos.
O jovem Berola ditava o ritmo do Vitória e estava disposto a garantir de uma vez por todas a sua vaga no time titular e por fim a série sem vitórias do leão. O moleque estava endiabrado. Caía pela direita, pela esquerda, pelo meio, batia escanteio.
Por falar em escanteio, alguém sabe me dizer se o Vitória treina este fundamento? Todos os jogadores se concentram no meio da área, na mesma posição. Ninguém povoa o primeiro pau, nem o segundo. Ninguém fica na sobra. Assim, a marcação fica fácil.

Se por um lado a entrada de Berola fez bem ao ataque, por outro, a saída do zagueiro Fábio Ferreira fez mal a zaga. O terceiro zagueiro do time ficava justamente na sobra, e com a saída dele os erros teriam que ser minimizados, e os cortes eficientes, o que não aconteceu. Victor Ramos continuava “espanando” as bolas, e o Fluminense se aproveitava disto.
Em um lance isolado, com um lançamento de tiro de meta, o fluminense fez o seu segundo gol calando o Barradas.
Vitória 1 x 2 Fluminense

Porque todo zagueiro marca a bola, ao invés de marcar o adversário? Vai entender.

Dois minutos depois, Apodi apareceu. Estava sentindo falta do “maluco beleza” jogando bem e fazendo suas jogadas em velocidade pela direita. No primeiro tempo o sacaninha quase marcou um golaço naqueles seus chutes de perna esquerda. E no momento mais importante ele levantou a cabeça, viu Domingues sozinho e deu um passe açucarado. Domingues[que é craque] demonstrou todo o nervosismo do grupo e finalizou errado, mas o cone Roger chegou a tempo de empurrar para o fundo das redes, marcando seu nono gol no certame, pondo fim a série de 5 jogos sem marcar e empatando a partida.
Vitória 2 x 2 Fluminense.SÓ ASSIM PARA ROGER NÃO PERDER!

Após o gol, PCC agiu certo ao tirar o cansado Willian, mas errou ao colocar Ramon, pois a meu ver deveria ter colocado Bida. Ainda assim, Ramon entrou bem. Centralizou as jogadas, fez com que o time trabalhasse mais a bola, apareceu na área, tentou driblar. Um tempo no banco de reservas e era notável a diferença.

O jogo, este havia se tornado uma partida Kamikaze. O Vitória atacava muito, mas com um zagueiro a menos, e sem o meia esquerda, o lateral Ruy conheceu a avenida esquerda da defesa rubro-negra, e comprovou que os rubro-negros presentes estavam com a saúde em dias do ponto de vista cardiovascular.

O jogo seguia nervoso e as oportunidades surgiam sucessivamente para ambos os lados: Apodi, em um foguete acertou a travessão. O Fluminense não ficou atrás, e acertou a travessão do leão com Roni. O jogo continuava nervoso, e a torcida tensa sequer conseguia piscar os olhos. O Vitória tinha domínio da posse de bola, mas não conseguia ser eficiente nas finalizações e ainda dava espaços na zaga.

Domingues quase marcou um golaço, mas Fernando Henrique estragou a festa rubro-negra. Outro que estragou a festa, mas do Fluminense, foi Gléguer em outra grande defesa.
O arqueiro rubro-negro fez uma excelente partida. Cansei de dizer que poderíamos confiar nele.

Por fim, Bida entrou no lugar de Domingues. O Vitória continuava dominando a passe de bola, mas não era eficiente na criação e nas conclusões das jogadas. Parte da torcida, já sem esperança, começava a sair do santuário rubro-negro quando Berola, o endiabrado da tarde, sofreu uma falta na entrada da área. Confesso que não quis ver o lance, e fiquei lá enrolado em minha bandeira, abaixado, concentrado. Ramon, Bida e Leandro na bola. Pela distância, o ideal seria Leandro ou Ramon cobrarem. Ramon cobrou, mal, diga-se de passagem.
Ramon, com a idade avançada não tem mais velocidade, ainda tem um bom passe, mas não entendo porque perdeu a precisão nas cobranças de faltas.
Este fundamento deveria ser o trunfo dele, pois depende única e exclusivamente da técnica. Aliás, um gol àquela altura, poderia até mesmo garantir uma vaga entre os jogadores de confiança do treinador.
Já conformado com o placar, e ansioso pelos quatro minutos a mais de acréscimos mantive-me esperançoso. Só saio quando o juiz apita, e isto já me rendeu frutos maravilhoso, como no caso mais recente, aos 47 minutos contra o Grêmio. Desta vez, quase o feitiço virou contra o feiticeiro, e se não fosse o goleiro Gléguer, eleito a muralha da rodada, amargaríamos uma derrota.
GLÉGUER FOI ESPETACULAR!FEZ DUAS DEFESAS MARAVILHOSAS, AOS 48 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO, GARANTINDO ASSIM O RESULTADO!Parabéns Gléguer. Sempre compromissado, nunca reclamou da reserva e sempre honrou seus compromissos.

Fim de jogo, mais um resultado ruim, distância aumentada para o G-4[agora de 5 pontos] e início das críticas e especulações.
Não achei o time tão mal, mas nervoso, despreparado psicologicamente. É necessário mexer com os brios dos atletas, sacudir o elenco e mostrar que eles são capazes, afinal de contas, 15 rodadas no G-4 não são por acaso.

Não tenho motivos para creditar a falta de vitórias a PCC, que a meu ver, tem feito o que pode para fazer o time voltar a vencer. Agora é ter paciência e trabalhar.Sobre as especulações de treinadores, não sou a favor da demissão de PCC, mas caso isto venha a acontecer, acho que Mancini não seria o nome ideal. Considero Mancini um excelente treinador, mas se questionam problemas de PCC com os atletas, com Mancini tais problemas se evidenciaram e agravariam. Ramon, Uéllington, Bida, Jackson e mais alguns jogadores do elenco possuem problemas com o treinador e isto pode se agravar criando uma antipatia maior por todo elenco.

Renê Simões, demitido ontem do Coritiba, também não acho o nome ideal. Acredito que a diretoria não deve apostar em nenhum dos dois citados anteriormente. Podem ter certeza que se PCC cair, um nome não especulado pode surgir. Nelsinho Batista, ou algum técnico emergente pode aparecer. E até mesmo a tão esperada efetivação do Ricardo Silva, que já trabalhou com grandes treinadores e conhece todo o grupo.

Uma coisa é certa, neste momento tão conturbado temos que apoiar o grupo. O time de 2009 completará o primeiro turno com menos pontos que o time de 2008, mas em contrapartida terá tempo suficiente para e reerguer da crise e voltar a brigar pelo G-4, o que não foi possível em 2008, pois a crise aconteceu durante o segundo turno, e quando o futebol havia voltado já era tarde demais.

Acredito em um crescimento do time e a volta ao G-4. Agora é determinar as prioridades entre Brasileiro e Sulamericana, ou entrar para vencer o coxa por uma boa diferença de gols nesta quinta, podendo assim poupar alguns jogadores chaves, como Domingues, no jogo de volta.

Acorda Leão, estamos contigo.

SRN


VITÓRIA 2 x 2 FLUMINENSE

Vitória: Gléguer; Wallace, Fábio Ferreira (Neto Berola) e Victor Ramos; Apodi, Vanderson, Uelliton, Leandro Domingues (Bida) e Leandro; Willian (Ramon) e Roger.
Técnico: Paulo César Carpegiani

Fluminense: Fernando Henrique; Ruy, Edcarlos, Luiz Alberto e Augusto; Diogo, Wellingon Monteiro, Marquinho e Conca (Tartá) (Diguinho); Roni e Kieza (Alan).
Técnico: Renato Gaúcho

Data: 09/08/2009 (domingo)
Local: Barradão, em Salvador
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Auxiliares: Paulo Ricardo Conceição (RS) e José Silveira (RS)
Renda: R$ 159.000,00
Público: 7.853 pagantes
Cartões amarelos: Victor Ramos (V) Augusto, Diogo (F)
Gols: Willian, aos 14min, e Luiz Alberto, aos 29min do primeiro tempo; Roni, aos 8min e Roger, aos 10min do segundo tempo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Barueri 4 x 0 Vitória – Vamos colocar os Pontos no “i”

Barueri 4 x 0 Vitória – Vamos colocar os Pontos no "i".
Por: Lucas Rochas §iquilho [lucas.rochas@yahoo.com.br]


Estou puto da vida! Por vários motivos, principalmente porque nos últimos três jogos, foram três derrotas, nove gols sofridos e nenhum marcado. Abaixo enumerarei alguns observações sobre o time e esta queda de rendimento.


01) ADEUS ROGER:

Sem condições. O time levando de dois e o cidadão consegue acertar a trave na cara do gol. Após "furada" de Domingues, sozinho, manda em cima do goleiro e perde mais um. É desastrado, não tem velocidade, perde todas por cima, por baixo.
Não sou de culpar apenas um jogador, mas este rapaz saturou.
Fora!Contratação já!


02) - E A ZAGA?
- VAI MAL, OBRIGADO!
Fábio Ferreira fez uma ótima partida contra o SPFC, conquistou a vaga em campo, e hoje foi uma negação! Não subiu no primeiro gol, marcou a bola no quarto, vacilou e quase ocasionou a expulsão do Gléguer, errou muito! Deveria ter saído e não o A. Maldini.
Wallace precisa acompanhar o adversário mais de perto e evitar que o mesmo entre na área, para o desarme. Vacilou no segundo gol, mas não foi muito mal na parida.
Anderson Martins não comprometeu, foi o mais regular e erroneamente foi substituído por Victor Ramos, que vacilou no terceiro gol, ao não chegar junto do atacante adversário.
A ZAGA PRECISA ACORDAR, CHEGAR JUNTO E NÃO DAR TANTOS ESPAÇOS.


03) PORQUE INSISTIR TANTO PELO MEIO?

Três zagueiros, seis meio-campistas e dois alas. Porque não utiliza os alas e insistem tanto em jogadas pelo meio? Porque não seguir o que foi treinado, sem invenções?
É bom alguém avisar a Magal que ele não é Zidane. Solte a bola meio filho, deixe de invenções.

E Vanderson? Onde foi parar o pitbull?


Uma coisa é certa, foi só deixar de utilizar a velocidade de Apodi ela direita e o time perdeu completamente a velocidade na saída de bola. Aliás, toda vez que Apodi coloca esta escova progressiva o futebol dele cai de produção!(Uma piada sem graça para adoçar).


04) MUDANÇAS NO TIME TITULAR

Willian, Bida e Neto Berola titulares já, nas respectivas vagas de Magal, Carlos Alberto e Roger.
O time jogaria com apenas um volante, a meu ver, Uéllington, teria mais qualidade no passe, com Bida, e velocidade pelo meio, com Willian.


05) PAULO CÉSAR CARPEGIANI

"Estamos precisando de um time mais forte. Isso já foi passado à diretoria, mas está difícil encontrar jogador para qualificar o elenco", reclamou Carpegiani. "Estou tentando encontrar um jogador para atuar no ataque, mas não estamos encontrando, por isso testamos algumas peças", disse o treinador.

Simplesmente ele não teve culpa nenhuma hoje, e por incrível que pareça tem razão. O desequilíbrio do time é notável, mas todos em erros individuais. Se a zaga falha em quatro gols e Roger perde três de cara, ele não pode fazer nada.
A diretoria não trouxe nenhum centro-avante para disputar a vaga com o nosso cone, e Itacaré, que poderia roubar a vaga deu azar, e se contundiu. Paciência. Robert, Berola, Elkeson, Edson, todos atacantes, nenhum centro avante.
Não adianta vir a imprensa de merda, ou os corneteiros, o trabalho deve ser mantido e a crise deve ser enfrentada de frente. Primeiro por que uma crise em uma competição de pontos corridos é normal, segundo por que mudar treinador não resolve nada.
Para que exemplo melhor que o Avaí, várias rodadas na zona de rebaixamento e manteve o treinador?Agora estão colhendo os frutos desta decisão acertada. Espero que a diretoria tenha pulso e se espelhe nisto.
Estava agora ouvindo a resenha em uma rádio, após a entrevista de Pcc, e me espantei ao ouvir os "cronistas" pedirem Jackson, após toda a crítica feita, e a eleição de pior em campo, após a partida contra o SPFC. Inclusive, pediram Ramon como titular, e isto nem comento.


06) TORCIDA E IMPRENSA

Vamos ser coerentes! Em menos de um mês o Vitória deixou de ser provável campeão para ser candidato a zona de rebaixamento. A torcida reclama, mas sequer comparece ao estádio.
Cheguei ao ponto de ouvir pedidos do tipo: Fernandão; Comparações com a receita do Flamengo; Dizer que o Vitória está cheio de dinheiro a diretoria é pão dura. Críticas surreais, torcida surreal.
Por isto o Vitória ainda não foi campeão brasileiro. A torcida não comparece, para ajudar na receita, e em grande parte só quer cornetar.
Como disse a um coroa, que disse que o Vitória cairia, ao fim do jogo:
"QUER TORCER POR TIME DE SÉRIE B, VIRE JAIA PORRA! NÃO AGORE MEU VITÓRIA."

E a nossa imprensa, que, diga-se de passagem, acha-se o centro do mundo, e que tem o poder de mudar tudo quando bem quer, procure seu lugar.
Toda vez é assim, procurando plantar crises, ou agravar uma situação difícil. Agora quer derrubar PCC, brincadeira. Espero que a diretoria não caia nesta onda e mantenha o bom trabalho que vem sendo feito.
Como diz Tostão, um dos melhores cronistas esportivos do país, "É MUITO FÁCIL, VIR DEPOIS DO JOGO OPNAR. DIFÍCIL É ESTAR LÁ, VIVER A REALIDADE".


07) DIRETORIA

Vamos contratar! Precisamos de um centro-avante matador, e mais um meia de criação e velocidade. Leandro Domingues está ficando sobrecarregado e o elenco não possui nenhuma peça de reposição a altura.
Aproveito para elogiar o trabalho dos mesmos, em reestruturar o clube e manter os salários em dias, mesmo com a receita da CBF bloqueada judicialmente.


08) CAMPEONATO BRASILEIRO OU COPA SUL-AMERICANA?

Sem peças de reposição à altura, ficou evidente que uma das duas competições terá que ser priorizada. Eu prefiro o Brasileiro. A Sul Americana é só Status.


09) DESGASTES FÍSICOS, PSICOLÓGICOS E AUTO-ESTIMA.

Aos nove minutos do primeiro tempo, o "querido" Roger já estava com a mão nos joelhos, cansado. Aos 17, foi a vez de Domingues repetir a cena. A zaga, só acompanhou de longe e cometeu muitos erros. Está na hora da diretoria investir em tratamentos fisiológicos para o grupo.
Outra coisa, o grupo é muito novo, a imprensa é "enxamista" e a torcida corneteira. Uma coisa puxa a outra, e se o psicológico do grupo não for tratado, vai ocorrer o famoso efeito dominó, em todos os sentidos.
Deve-se mostrar ao grupo que esta situação, em uma competição como estas, é normal e reversível. Tranqüilidade, treinamentos específicos, incentivos e palavras de confiança são extremamente importantes em uma situação destas.


10) A PARTIDA DE HOJE

Um jogo feio, o Barueri não jogou para vencer por goleada, a zaga errou tudo que podia na competição, Roger novamente perdeu muitos gols, o Vitória mais uma vez jogou com a marcação do meio-campo recuada, Gléguer fez uma excelente partida, o time insistiu muito em entrar pelo meio da área e consequentemente errou muitos passes, não utilizou nenhum dos dois alas, Fábio Ferreira foi pior do que Luciano Almeida, Roger pior que Trípodi, Berola jogou para ser titular, Bida também, Vanderson foi mal, Magal delegado, se achando Zidane, errou muitos passes, Leandro Domingues, que vinha sendo o maestro do time, estava morto, Quando a situação é desfavorável nada ajuda.
Aproveito para expor minha opnião em relação a times como Barueri e Santo André: MERECEM SER REBAIXADOS.
Uma competição renomada como esta e os dois time com uma média torcida ridícula, abaixo dos 3 mil pagantes. Chega a ser vergonhoso.

11) PARA O DOMINGO

Partir para cima do Fluminense, e espantar de vez esta crise. A vitória é importantissima, e qualquer outro resultado pode agravar uma crise interna. Vacilos, erros individuais e gols desleixos devem ser evitados.
Apesar dos pesares, o Vitória tem time para ficar entre os quatro. A crise acabou surgindo bem antes, em relação a 2008, e de certa forma isto é muito bom, pois permite ao time se recuperar e voltar ao G4.

Mais do que nunca o time precisa do apoio de todos domingo, e se quer vaiar, melhor ficar em casa. Se não acredita e não confia no time, ou acha que vai para a série b, arrume um melhor para torcer, pois certamente pessoas deste tipo não farão falta para o leão. Vire jaia e vá ver o que é sofrer, ou vire misto e vá pagar pau de um time do eixo sul-sudeste, mesmo sabendo que eles odeiam baianos, mas para de cornetar o grandioso leão da barra.

Deixa eu ir, dormir de cabeça inchada. Como dia Franciel, "PUTA QUE PARIU A MULHER DO PADRE".

SRN.

FICHA DO JOGO

BARUERI 4 x 0 VITÓRIA

Barueri:
Renê; Marcos Pimentel (Bruno Ribeiro), André Luis, Leandro Costa e Márcio Careca; Xandão, João Victor (Márcio Rã), Ewerton e Thiago Humberto; Luis (Otacílio Neto) e Fernandinho
Técnico: Estevam Soares

Vitória:
Gleguer; Wallace, Fábio Ferreira e Anderson Martins (Victor Ramos); Apodi (Bida), Vanderson (Neto Berola), Magal, Carlos Alberto, Leandro Domingues e Leandro; Roger.
Técnico: Paulo César Carpegiani
Data:06/08/2009 (Quinta-feira)
Local: Estádio Arena Barueri
Público: 2.180 pagantes
Renda: R$ 25.020,00
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (RJ)
Auxiliares: Jackson Lourenço Massara dos Santos (RJ) e Ricardo Maurício Ferreira de Almeida (RJ)
Cartões amarelos: Márcio Careca, Ewerton e Xandão (B); Gléguer, Wallace, Carlos Alberto e Neto Berola (V)
Gols Luiz , aos 2min e aos 40min do primeiro tempo; Otacílio Neto, aos 32min, e Thiago Humberto, aos 47min da etapa final

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vitória 0 x 1 São Paulo: O fim da invencibilidade em casa

Vitória 0 x 1 São Paulo: O fim da invencibilidade em casa
Por: Lucas Rochas §iquilho [lucas.rochas@yahoo.com.br]


Um jogo muito equilibrado, duas contusões inesperadas, uma substituição mal-sucedida e um gol solitário que culminou no término da invencibilidade rubro-negra sob seus domínios neste brasileirão. Através destes quatro acontecimentos podemos sintetizar o que foi esta partida.

Em situações diferentes na competição, o São Paulo estava em uma crescente, vindo de 4 resultados positivos, enquanto o leão estava sem vencer há duas partidas e pretendia vencer, mantendo assim o bom retrospecto dentro de casa e a sua permanência no G-4 da competição.

O rubro-negro desfalcado do volante Uéllington e do zagueiro Victor ramos, promovia a estréia do Zagueiro Fábio Ferreira (Vindo do Grêmio) e do reforço de Roger (Ausente por cláusulas contratuais, pois seu passe pertence ao clube Paulista).
O jogo começou duro e tenso, com o rubro-negro logo de cara partindo para cima do time São Paulino, que extremamente "macetoso", administrava a posse de bola, quando a tinha sob domínio e esfriava o jogo, com toda categoria dos meias Hernanes e Marlos.
Após três partidas o Vitória voltava a jogar com a marcação adiantada, e o Itacaré se movimentava bem na marcação da saída de bola.

Entretanto, o São paulo possuía um cinturão defensivo na zona intermediária, dificultando completamente a ligação entre os meias e o centro-avante rubro-negro. Diferentemente das últimas partidas, PCC abriu mão de ter um segundo atacante e de um meia de aproximação de ofício, escalando Jackson que atuava extremamente recuado pela direita, cobrindo os avanços do ala Apodi, que deixou de ser ala e acabou se tornando um meia avançado, praticamente um atacante.
Eu particulamente prefiro Apodi na direita, vindo de trás em velocidade e criando jogadas ofensivas extremamente perigosas. Assim, a marcação nele se torna muito difícil. Apodi como meia, ou segundo atacante, se torna um jogador limitado, que não sabe driblar mano a mano, perdendo sua característica de velocidade e a habilidade de driblar em velocidade.

Como nas últimas partidas, o lateral esquerdo Leandro tem aparecido bem, e sempre com perigo e por duas oportunidades quase o Vitória marcava. Em uma delas o lateral saiu em velocidade pela esquerda, tabelou e recebeu à frente, cruzando em diagonal para o Lateral Apodi que chegou atrasado.

Enquanto o Vitória detinha o domínio da posse de bola, mas não chegava com muito perigo, o São Paulo cadenciava o jogo, e por duas vezes Borges ficou cara a cara com o gol de forma extremamente perigosa:
No primeiro lance, foi desarmado maravilhosamente pelo zagueiro estreante Fábio Ferreira, que por sinal, fez uma grande partida.
No segundo lance, em um cruzamento pela direita, o atacante novamente apareceu só, desta vez no segundo pau, e cabeceou de forma bisonha para fora.

Sem conseguir furar o bloqueio defensivo do tricolor paulista, o rubro-negro tocava bem a bola, mas não conseguia ter contato com o menino Itacaré, e não fazia o óbvio para partidas como esta: Arriscar de fora da área. Aliás, na única vez que tentou, o chute de Vanderson saiu forte e à queima roupa, e o goleiro Dennis acabou batendo roupa, mesmo com o chute vindo no meio do gol.
Por sinal, Vanderson deveria treinar mais chutes de fora da área.

O primeiro tempo chegava ao fim quando Jorge Vagner executou uma linda cobrança de falta e Viáfara, milagrosamente, fez uma defesa espetacular. Infelizmente o arqueiro rubro-negro acabou sofrendo uma contusão em um dos dedos da mão esquerda e acabou saindo de campo chorando. Tal fato decretou o fim do primeiro tempo.
Na volta do intervalo, o leão voltou com apenas uma alteração: O goleiro Gléguer assumiu o posto do arqueiro Viáfara, contundido. A partida continuava "encardida" e nenhum dos dois times chegou ao gol adversário com perigo eminente de gol. O Vitória, com mais dificuldades que no primeiro tempo, não conseguia criar e o atacante rubro-negro mantinha-se isolado. Falando em Itacaré, após uma bola alçada na área pelo lateral Apodi, o garoto acabou sentindo uma lesão muscular, e se tornou mais uma baixa no time rubro-negro. Bida o substituiu e com pouco tempo em campo já era notória a mudança do time.

Com Bida em campo, o time ganhou muito na qualidade dos passes, passou a trabalhar a bola com mais velocidade e a ter mais triangulações pela esquerda, com Leandro e Domingues. Se por um lado o time ganhou na qualidade do passe, por outro, perdeu em referência de área, e o polivalente maluco beleza Apodi, loucamente, diga-se de passagem, acabou se tornando o centro-avante do time. A partir daí, o time começou a se desorganizar taticamente.
Uma coisa é certa, a entrada de Bida apenas constatou o que a maioria dos torcedores já sabiam: ELE É TITULAR ABSOLUTO NESTE TIME.
Com um maior toque de bola, mas sem referência na área, estava quase que evidente a entrada do jovem Neto Berola, único atacante disponível no banco, no lugar de um dos meio-campistas, preferencialmente o Jackson que não fazia uma boa partida. Mas não foi o que aconteceu.
Inexplicavelmente Apodi foi substituído por Ramon, e vejam só a salada de frutas:
-O time permaneceria sem um atacante de referência na área.
-Jackson e Wallace passariam a revezar na lateral direita.
-O meio campo ficaria extremamente congestionado.
-Sem laterais de ofício na direita, o melhor seria explorar mais a esquerda.

Logo após a terceira, e última, substituição, veio o balde de água fria. Em um lance isolado, após conter um ataque paulistano, Jackson "inventou" de cruzar uma bola na frente da área (Vale salientar que este foi o primeiro fundamento que aprendi a NÃO FAZER quando comecei a jogar Futsal na infância), a bola foi roubada e lançada na direita da zaga rubro-negra para o veloz atacante são-paulino Dagoberto, que gingou para a direita à frente do zagueiro Wallace e mandou um CHUTE PERFEITO E INDEFENSÁVEL.
VITÓRIA 0 X 1 São Paulo.

O erro de Jackson foi fatal, e errar contra um time como o São Paulo é praticamente assinar o próprio atestado de óbito. Apesar da pouca idade, os jogadores do São Paulo possuem um alto grau de maturidade, e sabem esperar o melhor momento para dar o "bote" no adversário. Aliás, apesar do grande grupo, individualmente cada jogador deles fazem a diferença, e tal fator acabou se tornando preponderante.
Após o gol o que se viu foi uma série de erros, ocasionados pelos ataques massivos e desesperados do rubro-negro em busca do empate.
Sem referência de área, por diversas vezes a bola chegava à linha de fundo, e a jogada tinha voltar, por não existir ninguém na área, ou acabava sendo alçada à área sem sucesso.
O São Paulo, satisfeito, se conteve em garantir o resultado, pondo mais um volante em campo, Arouca e aumentando o bloqueio defensivo.

O Leão até tentou, mas não deu, e pelo segundo ano consecutivo o São Paulo acaba com a invencibilidade do rubro-negro em casa. O Péssimo resultado fez com que o Vitória caísse para a 7ª Colocação, deixando o São Paulo empatado com o rubro-negro com os mesmos 24 pontos.

Faço questão de deixar bem clara a minha posição em relação ao Paulo César Carpegiane, que vem fazendo um excelente trabalho a frente do Vitória, mesmo enfrentando diversas dificuldades.
O Treinador, que conta com um elenco limitado, vem tirando leite de pedra, e aceitou o desafio de assumir o leão, mesmo com o clube tendo a 5ª pior folha salarial da Série A.
(Foto por: http://valmerson.files.wordpress.com/2009/07/070521carpegiani_bolas.jpg)
Recusou propostas do Palmeiras, Flamengo, Atlético Paranaense e Qatar, respeitando e honrando o seu compromisso com o clube, provando que tem palavra.
Com a saída de Neto baiano, Roger e Itacaré se tornaram os únicos centro-avantes do clube. Com apenas 4 zagueiros, e 3 suspensos, chegou ao ponto de escalar dois meios-campistas na zaga, e sequer veio reclamar publicamente.
Conseguiu montar um time competitivo, que já foi elogiado pela maior parte dos adversários e que ainda vai trazer muita alegria ao torcedor. Basta esperar!

Outro que foi duramente criticado, o atacante Itacaré, fez uma boa partida, mas infelizmente entrou em uma partida dificílima, onde o meio-campo estava preso e sem inspiração. Acabou ficando isolado e ainda deu o azar de se contundir. Apesar dos pesares, mostrou que tem mais mobilidade do que o Roger.
Para finalizar, quero lembrar que apesar de estar na 7ª colocação, apenas Grêmio e Inter estão à frente do Vitória em relação à vaga da Copa Libertadores. O Corinthians, atual campeão da Copa do Brasil já tem a sua vaga assegurada, justamente pos isto é importante torcer para que eles atrapalhem todos os outros concorrentes diretos do leão.

Apesar da derrota, a partida foi extremamente equilibrada e decidida por um pequeno detalhe. Após duas derrotas consecutivas, o treinador deverá ter pulso, e segurar os ânimos do time, que é novo e inexperiente. A competição, como todos sabem, é longa, e uma crise ao decorrer da mesma é certa e esperada por todos os clubes. Como as chamadas "gordurinhas de sobra" foram alcançadas, o objetivo é não se recuperar, e não se afastar muito dos lideres.

O próximo adversário, o Barueri, se encontra na mesma situação, tendo perdido uma partida a mais e a partida será de seis pontos. Agora vai ser partir para cima do adversário, que tem um belíssimo estádio, mas não tem torcida.


O goleiro Víafara, com uma luxação no dedo, desfalcará o leão por um período entre 14 a 15 dias.

ACORDA LEÃOOOO!!!!
ESTAMOS CONTIGO!

FICHA TÉCNICA DO JOGO

VITÓRIA 0 x 1 SÃO PAULO

Vitória
Viáfara (Gléguer), Fábio Ferreira, Anderson Martins, Wallace; Jackson, Magal e Leandro Domingues, Vanderson e Leandro; Itacaré (Bida) e Apodi (Ramon)
Técnico: Paulo César Carpegiani

São Paulo
Dênis, Renato Silva, André Dias, Richarlyson, Jean, Júnior César, Hernanes (Arouca), Jorge Wagner (Hugo), Eduardo Costa, Dagoberto, Borges (Marlos).
Técnico: Ricardo Gomes

Data: 02/08/2009 (domingo)
Local: Barradão, em, Salvador
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: Carlos Jorge Titara da Rocha (AL) e Ivaney Alves de Lima (SE)
Cartões amarelos: Ânderson Martins e Itacaré (V); Eduardo Costa, Jorge Wagner e Richarlyson (S)
Gol: Dagoberto, aos 28 min da etapa final

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Avaí 4 x 0 VITÓRIA: O APAGÃO RUBRO-NEGRO


Avaí 4 x 0 VITÓRIA: O APAGÃO RUBRO-NEGRO.
Por: Lucas Rochas §iquilho [lucas.rochas@yahoo.com.br]


"Vamos ter que avaliar a responsabilidade de alguns. Vou ter que tomar medidas porque isso é uma covardia. É um que sai e deixa o peso para os outros dez, depois sai outro e deixa para os nove" - Paulo César Carpegiane.

Pense naqueles dias horripilantes em que você tenta dormir, e um mosquitinho chato fica zumbindo em sua orelha. Enfim, quando o sono chega, um sacana passa de carro buzinando. Ao conseguir cochilar alguns "minutos", você acaba despertando do nada e percebe que os deliciosos minutos de sono eram na verdade horas, e que está atrasadíssimo para o trabalho, justamente no dia em que haverá uma auditoria interna. Puta que pariu a mulher do padre!!(Royaltes para Franciel).
Para completar, sente uma dor de barriga infernal e o único banheiro da casa está ocupado.
É muita desgraça para um dia só!!!!

A lei de Murphy poderia explicar isto, mas até ela acaba se rendendo a tamanha série de desgraças sucessivas.
Mas, após a partida de hoje, o Vitória tem argumentos, provas, fatos e materiais suficientes para comprovar tais sucessões de desastres, de forma empírica, e com o inigualável recorde de fatos negativos ocorridos em apenas 90 minutos.

É meus caros amigos, nem mesmo o mais pessimista dos rubro-negros imaginaria um resultado como estes, em uma partida onde o time sequer entrou em campo e todos os jogadores rubro-negros, sem exceções, estiveram mal.
E pior do que ser goleado pelo arrumado time do Avaí, é ver Muriqui(sim, aquele mesmo jogadorzinho limitado que passou por aqui em 2008) deitando e rolando contra a zaga do leão.

Como explicar tamanho desastre?O que aconteceu?De que forma este resultado influenciará no psicológico dos jogadores?
Uma série de perguntas difíceis de serem respondidas, mas que podem ser sintetizadas de uma só vez, e de uma só forma:
EM CAMPO, VENCENDO O SÃO PAULO DE QUALQUER JEITO!!!!!!

Pois bem, vamos ao show de horrores.
Enquanto o avaí lutava pela quinta vitória consecutiva na competição (marca ainda inédita em 2009), o Vitória lutava pela volta ao G4 e a consolidação da sua excelente campanha.
Alguns fatos desta partida merecem destaque e devem ser revisto pela diretoria e pela comissão técnica.

ESTOPIM 01: CHAMPS
De cara, o primeiro problema: A temperatura baixíssima, os jogadores do time mandante agasalhados e os jogadores do Vitória entram em campo com o uniforme 01, com mangas curtas. Desde o começo do ano o leão não recebera da CHAMPS os uniformes com mangas longas e por duas oportunidades(Inter e Avaí) seus jogadores tiveram que entra em campo com o uniforme de mangas curtas.
De antemão, deixo bem claro que a Champs não tem nada a ver com a derrota, e sim com a organização do clube. Fatores extra-campo também podem influenciar no desempenho dos jogadores.
Após o episódio dos meiões Vascaínos a Champs perdeu o meu apoio. O atraso nos pagamentos e no fornecimento dos materiais esportivos apenas agravou ainda mais a situação. O Vitória, na condição de um grande clube, não pode viver a mercê da boa vontade de uma empresa de Pequeno porte.
ADEUS CHAMPS.

ESTOPIM 02: Meio de zaga e Pênaltys.
Mesmo com três zagueiros, o leão bate cabeça quando o adversário enfia uma bola pelo meio da área, entre os zagueiros. Cruzeiro, Corinthians, Santo André e mais alguns adversários já se aproveitaram disto. Logo aos 7 minutos, em um passe em profundidade pelo meio, Victor Ramos (que havia sido o melhor zagueiro do time nos últimos dois jogos) cochilou e cometeu pênalty.
Víafara ainda defendeu o primeiro, o juiz mandou voltar e gol!
DETALHE: 7 PÊNALTYS COMETIDOS NA COMPETIÇÃO. TEM ALGO ERRADO AÍ!

Taticamente, o time do Avaí me lembra o time do Vitória em 2008. Joga rápido pelas extremidades do campo e sai em bloco ocasionando contra-ataques mortais.
Aos 17 minutos, em um destes contra-ataques o Avaí fez o seu segundo gol. O time azulino marcava no campo adiantado e jogava em função dos erros do Vitória, que errou mais passes do que já havia errado em toda competição.

ESTOPIM 03: Excesso de Volantes e falta de Criação.
Vanderson / Magal / L. Domingues
Desconsiderando-se que Apodi também atua como meia, mas não é meia, e que Adriano é atacante, os três jogadores acima citados formaram o meio-campo "teórico" do Vitória na partida, ou seja, sem criação.
A entrada de Adriano isolou completamente Leandro Domingues e fez com que Magal se tornasse meia direita.
Conforme já disse nos dois últimos posts, volto a comentar: Magal me lembra o Renan, marca muito e erra muito na saída de bola. Para completar deu uma de delegado e prendeu muito a bola hoje.
O Vitória deveria ter entrado com Willian, ou Bida no lugar do Adriano.
Só para constar, Vanderson mais uma vez esteve mal em campo.

O Vitória sequer havia chutado em gol, e se limitava a defender e perder bolas.Aos 26 minutos, Roger conseguiu roubar uma bola do zagueiro, e mesmo a frente conseguiu perder na correria.

Enquanto Domingues quase fez de falta aos 31 minutos, Víafara salvou o Vitória por 03 vezes:
-Uma aos 37 minutos.
-Duas aos 45, demonstrando reflexos, ao defender chute e rebote do Muriqui.

Vale lembrar que aos 39 Uéllington, um dos jogadores mais regulares do time, levou o segundo amarelo e foi expulso por reclamação. IMATURIDADE.

FIM DE PRIMEIRO TEMPO, MUITOS PROBLEMAS E APARENTEMENTE POUCAS SOLUÇÕES.

Na volta do intervalo PCC promoveu duas alterações:
-Saiu Apodi (com dores no joelho), entrou Jackson.
-Saiu Adriano, entrou Carlos Alberto.


O Vitória acabou voltando melhor no segundo tempo e equilibrou a partida. Como nem tudo são flores...

ESTOPIM 04: ROGER, A PACIÊNCIA ACABOU!

No primeiro lance, logo no primeiro minuto da etapa complementar, Roger, mais lento do que Rubinho Barrichello, chegou atrasado. Lance difícil, relevável.
Porém, aos 18 minutos, minha paciência com ele foi às "Cucuias"!
Passe de Lindo do Ramon(Substituindo Vanderson), Roger ficou cara a cara com o gol. O que ele fez:

a)Dominou de esquerda, ajeitou e bateu na saída do goleiro.
b)Dominou, avançou, driblou o goleiro e saiu para abraço.
c)Dominou, ajeitou e mandou um foguete com a perna direita.
d)Deixou a bola quicar e mesmo sem ângulo tentou fazer de cobertura, acertando o travessão.
e) N.D.A.


Pergunta difícil. O "meliante" tinha diversas opções a escolher, e achando que é craque, vai justamente na "letra d" e a meu ver, este lance mostrou a falta de comprometimento dele com o time. Um gol naquele momento mudaria a história do jogo. Não sou de criticar ninguém sem motivos, ou sem argumentos, mas Roger chegou ao coeficiente de saturação. AbuSando de perder gols, pecando nas finalizações e comprometendo o time com a perca de pontos que farão a diferença a longo prazo.
Graças a Deus não jogará contra o São Paulo.
Espero que o menino Itacaré, que ainda não teve chances reais e seqüência de jogos no leão, abocanhe esta vaga.

Daí pra frente, dois gols do Avaí e expulsão do Victor Ramos. Prefiro nem me aprofundar.
Considerei o jogo completamente atípico, e nenhum jogador esteve bem em campo.
Agora temos que juntar os cacos e partir para cima do São Paulo. Não adianta criticar, vaiar, ou desmerecer todo o trabalho feito até aqui. Continuamos na cola do G4, ocupando a 5ª posição e a 7 pontos do líder.
Temos sim, time para brigar pela libertadores, e porque não pelo título?

Faltam alguns reforços e maturidade para o elenco, mas não vejo motivos para jogar toda campanha deste ano pelo ralo, afinal de contas é a primeira (espero que última também) vez que perdemos por uma diferença superior a dois gols e a segunda vez que jogamos muito mal e perdemos.

Agora é hora de sentar, analisar as últimas partidas, discutir os problemas e recomeçar, apagando de vez esta última partida.
A partida de hoje deixou claro que o estilo de jogo do rubro-negro está manjado e um novo esquema deve ser testado.

No mais, finalizo este texto. Odeio comentar derrotas do leão da barra quando o mesmo não joga nada!

DOMINGO, A REDENÇÃO SERÁ NO BARRAQUISTÃO!!

ESTAMOS CONTIGO LEÃO!

SRN

FICHA TÉCNICA
Avaí 4 x 0 Vitória

Avaí: Eduardo Martini; Rafael, Augusto e Emerson; Luis Ricardo, Ferdinando, Léo Gago, Marquinhos (Odair) e Eltinho; Muruqui (Caio) e William (Roberto).
Técnico: Silas

Vitória: Viáfara; Victor Ramos, Uelliton e Anderson Martins; Apodi (Carlos Alberto), Vanderson (Ramon), Magal, Leandro Domingues e Leandro; Adriano (Jackson) e Roger
Técnico: Paulo César Carpegiani

Data: 30/07/2009 (Quinta-feira)
Local: Estádio da Ressacada
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Auxiliares: César Augusto de Oliveira Vaz(DF) e Renato Miguel Vieira(DF)
Cartão amarelo: Victor Ramos, Uelliton, Leandro Domingues e Roger (V) Léo Gago, Muriqui e Ferdinando(A)
Cartão Vermelho: Uelliton e Victor Ramos (V) Léo Gago (A)
Gol: Marquinhos, aos 8min, e Luiz Ricardo, aos 16min do primeiro tempo; Muriqui, aos 23min, e Caio, aos 43min do segundo tempo

domingo, 26 de julho de 2009

VITÓRIA 1 X 0 CORITIBA – SUADA VOLTA AO G4

VITÓRIA 1 X 0 CORITIBA – SUADA VOLTA AO G4.
Por: Lucas Rochas §iquilho [lucas.rochas@yahoo.com.br]

– "Acho que o importante de hoje foi ter voltado a vencer. Essa responsabilidade acabou pesando um pouquinho, foi uma afobação misturada com apatia. No primeiro tempo pegamos uma equipe muito bem montada e treinada. Além de tudo, veio jogar no contra-golpe, e nos criou dificuldades. Mas hoje o importante que fica desse jogo foram os três pontos, que eram absolutamente fundamentais para nós."(Paulo César Carpegiane, em entrevista coletiva).

Jogo duro, truncado e com muitos passes errados. A 7ª Vitória do rubro-negro na competição aconteceu em uma partida completamente irregular do leão da barra, mas que culminou no seu 24º ponto e a volta ao seleto G4, pela 12ª rodada em 14 disputadas, como 3º lugar. Nem sempre a bela atuação estará presente, mas a vitória, esta sim deve nos acompanhar, independente de ter jogado uma grande partida, ou não.
Em uma competição de pontos corridos, toda e qualquer vitória conquistada é uma goleada.

Contando logo de início com a ausência de Víafara, com um desconforto muscular, o Vitória veio a campo praticamente com a mesma equipe que havia disputado a última partida e o clima não era dos melhores, pois apesar da invencibilidade em casa, o leão vinha de três jogos sem vitórias e a cobrança era grande por parte da torcida, principalmente em relação ao atacante Roger, que estava sem marcar a 3 jogos e com uma suposta saída para o exterior na maldita janela Européia.

Logo de início o que se via era um Vitória nervoso em campo. Perdido, errando muitos passes e com a marcação atrasada, o leão estava afobado e demorou a furar o bloqueio defensivo do adversário que congestionava o meio-campo e dificultava o toque de bola.
Aos oito minutos Apodi avançou pela direita e cruzou para Roger cabecear fraco, mas colocado, dando origem a um escanteio.

O jogo conseguia ser chato e monótono e ao mesmo tempo elétrico e preucupante. O coxa segurava o ímpeto rubro-negro e quando tinha a posse de bola partia para o ataque em velocidade com o endiabrado Marcelinho Paraíba.
Do lado rubro-negro, Anderson Maldini errava muitos passes e aos 14 minutos quase entregou o ouro em uma saída de bola extremamente equivocada. Toda vez que o A. Maldini volta de contusão ele demora para re-alcançar o ritmo de jogo. Falando no jovem zagueiro, aos 27 minutos ele foi substituído por ter sentido uma fisgada muscular, dando lugar a Vanderson.

Com a alteração o Vitória teve que se re-ajustar taticamente: Wallace deixou a marcação do setor direito por conta de Magal e foi para o meio da zaga, enquanto Vanderson e Uéllington passaram a se alternar entre 1º e 2º volante.
Por sinal, o Magal me lembra muito o ex-volante rubro-negro Renan(atualmente no CAM) que marca muito bem, mas tem uma péssima saída de bola, errando muitos passes. Inverteria ele com Uellington, deixando-o como primeiro volante na contenção, e o Uellington como segundo volante, pois tem um melhor passe, é mais técnico e habilidoso, o que certamente favoreceria a saída de bola do leão.

Dos 20 aos 40 minutos do primeiro tempo a partida se tornou tão chata quanto jogo de tênis. Nada criado, nenhuma emoção.
Até que aos 42min Pedro Ken recebeu uma boa bola pela direita e arriscou para o gol do goleiro Gléguer, que só acompanhou a redonda bater na rede pelo lado de fora.A resposta do rubro-negro veio aos 43min, quando Leandro Domingues aproveitou o belo cruzamento do volante Magal e meteu um foguete no meio do gol, à queima roupa, porém o goleiro do Coritiba realizou uma bela defesa e impediu o primeiro gol do rubro-negro.
O apito do árbitro seguiu a finalização de L. Domingues, e de imediato pôs fim a um primeiro tempo sem graça e sem inspiração, o que ocasionou muitas cobranças por parte da torcida, do treinador e dos próprios jogadores. O meia Leandro Domingues, craque do time, saiu de campo reclamando do nervosismo dos atletas e pediu calma aos companheiros de equipe.

-Binedine Bidane entra e muda a história do jogo.
Logo na volta para o segundo tempo, o treinador Carpegiani resolveu dar cara nova ao time: O apagado Willian saiu, dando entrada ao meia Binedine Bidane, com a camisa 8.
Como havia comentado na última quinta, após a partida contra o corinthians, a entrada de Bida havia dado uma maior posse de bola e qualidade de passe ao time, principalmente pelo lado esquerdo onde o meia havia feito várias triangulações com Domingues e Leandro.

A entrada de Bida fez com que o time trabalhasse mais a bola, e logo em sua primeira jogada, aos 3 minutos, Bidane fez um corta luz e recebeu um lançamento preciso do lateral Leandro, mas finalizou mal.
Aos 7, o grande susto da partida: Marcelinho Paraíba cruzou e o atacante Bruno batata escorou de cabeça. A bola caprichosamente passou a menos de 1 metro da trave, assustando a todos os 12.105 torcedores presentes.
O jogo que havia começado lento e sem emoção passou a ser lá e cá, com as duas equipes atacando em busca do resultado positivo.

O Vitória era melhor em campo e a entrada de Bida proporcionou ao time um maior equilíbrio em campo, pois o meia passou a jogar pela esquerda, dando suporte ao lateral Leandro que passou a levar muito perigo ao gol time Paranaense.
Há tempos questionava a pouca utilização do Leandro, principalmente a exploração demasiada de Apodi, uma figurinha já marcada pelos treinadores adversários que procuram neutralizar o motor rubro-negro.

Eis que aos 18 minutos, em uma belíssima jogada o leão abriu o placar.

Vejam só o tira-teima:
Bida recebeu pela meia esquerda e viu Leandro Domingues livre, mas impedido dentro da área adversária, no lado direito. Malandro, Bidane prendeu a bola, olhou para Domingues, que deu uns passos para trás, entrando em condições legais. Bida, atento, percebeu que o companheiro já se encontrava legalmente posicionado e virou a cara, deu o famoso lançamento "de colher", em profundidade, pegando por baixo da bola e deixando Domingues sozinho, cara a cara com o goleiro.Domingues simplesmente dominou carinhosamente a pelota ainda no ar, e deixou a redondinha dar uma suave “quicada” no gramado, mandando em seguida um foguete indefensável para o arqueiro alvi-verde, marcando seu quarto gol na competição:VITÓRIA 1 X 0 COXA.O gol animou a torcida que passou a empurrar ainda mais o time em busca do segundo gol, que quase saiu com Bida, aos 22, após rápido contra-ataque puxado por Domingues.
O Coritiba tentava reagir, mas não levava muito perigo ao siplente, e seguro, goleiro Gléguer, que aos 32, defendeu um chute fraco do Marcelinho Paraíba.

A partir dos 30 minutos o Vitória apenas administrou o resultado e comemorou ao final da partida a obtenção de mais 03 pontos na competição, e o regresso ao G4, encostando de vez nos líderes.

Apesar do placar magro, os três pontos vieram em uma ótima hora e afastou de vez a probabilidade de crise no relacionamento entre os jogadores e a torcida.
Por sinal a torcida rubro-negra ainda está devendo e precisa comparecer mais ao estádio, pois o apoio em massa é fundamental.

A partida de hoje serviu também para familiarizar o time com o Coritiba, nosso primeiro adversário na Copa Sul-Americana. O primeiro confronto com o Coxa na competição continental acontecerá no dia 13/08/2009 às 19h30min no Estádio Manoel Barradas. Pelo que foi o jogo de hoje, ficou evidente que o time terá que ralar e se superar para avançar à fase seguinte da competição, missão completamente possível de ser concretizada.

Ao fim da partida Carpegiane elogiou o meia Leandro Domingues:
– "Não tem segredo. Nós treinadores do clube trabalhamos com planos. Quando cheguei havia chegado um ou outro jogador. O Leandro Domingues é dos que nasceram aqui, sentem-se bem aqui, como "dono do clube". Então a gente tenta aproveitar os jogadores dentro dessas características. O mérito é deles. E por isso temos uma equipe competitiva e bem organizada." – Paulo César Carpegiani.Na próxima rodada o Vitória vai a Florianópolis enfrentar o Avaí no estádio da ressacada. O time Catarinense, que era tido como principal candidato ao rebaixamento, vem de quatro vitórias consecutivas e vai ser um adversário extremamente perigoso. O leão terá pela frente um adversário super motivado, mas que não é imbatível.
Acredito numa Vitória do rubro-negro, e a busca pela liderança na rodada seguinte, contra o São Paulo em casa, com o estádio completamente lotado.

-FICHA DO JOGO

Vitória 1 x 0 Coritiba
Vitória: Gleguer; Wallace, Anderson Martins (Vanderson) e Victor Ramos; Apodi, Magal, Uelliton, Leandro Domingues (Carlos Alberto), Leandro; Willian (Bida) e Roger.
Técnico: Paulo César Carpegiani

Coritiba: Vanderley; Rodrigo Hafner, Jeci, Demerson e Leandro Donizetti; Jailton, Douglas Silva (Rodrigo Crasso), Pedro Ken e Bruno Batata (Hugo); Marcus Aurélio (Renatinho) e Marcelinho Paraíba
Técnico: Renê Simões

Data:26/07/2009 (Domingo)
Horário: 18h30
Local: Estádio do Barradão
Público: 12.105 pagantes
Renda: R$ 244.920,00
Árbitro: Francisco De Assis Almeida Filho( CE)
Auxiliares: Manuel Marcio Bezerra Torres( CE) e Francisco da Silva (CE)
Cartão amarelo: Uelliton, Wallace e Victor Ramos (V); Leandro Donizetti e Marcelinho Paraíba (C)
Cartão Vermelho:0
Gols: Leandro Domingues, aos 18min do segundo tempo

VAMOS, VAMOS NEGÔÔÔ!!


SRN

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Corinthians 2 x 1 Vitória – Uma máquina de perder gols


Corinthians 2 x 1 Vitória – Uma máquina de perder gols.
Por: lucas.rochas@yahoo.com.br

"Não é a toa que eles figuram desde o início no pelotão da frente. Sem dúvidas foi o melhor adversário que pegamos este ano."
Douglas, camisa 10 do Corinthians em entrevista à Rádio Globo São Paulo.


Com este comentário do meio-campista alvinegro Douglas começo este texto. Tenho que admitir que estou Puto da vida, principalmente com o atacante Roger, que nas últimas três partidas influenciou diretamente nos resultados, perdendo gols inacreditáveis. Na noite em que o Ronaldo Fenômeno caiu mediante o grandioso Leão da Barra, o ataque não correspondeu e pontos como estes podem futuramente fazer falta.

O treinador Carpegiane deu ao time uma cara nova. O time se tornou ousado, rápido e agressivo. Diferentemente de temporadas anteriores, quando o time recuava quando jogava fora, o leão da barra este ano assumiu uma nova postura. Uma postura de time grande, o que realmente ele é.
As quatro derrotas rubro-negras no certame foram fora de casa, e com exceção da derrota perante o Cruzeiro, a pior partida do leão na competição, perdendo por 2x 0, todas as outras foram por 2 x 1 com o leão dominando e pecando nas finalizações.

Hoje, o Vitória veio a campo nervoso. Marcação atrasada e muitos espaços no meio-campo, proporcionaram ao Corinthians um meio-campo livre, e muito toque de bola. O alvinegro paulista, um time experiente e bem treinado, passou a estudar o rubro-negro baiano, e logo percebeu que à frente da área existia um grande bloqueio defensivo. A partir disto, resolveu testar o arqueiro rubro-negro que, diga-se de passagem, está numa excelente fase, e fez duas grandes defesas:
-Uma aos 8 minutos, em chute do Morais e outra aos 10, em chute do Dentinho.

Aos 15, eis que o grandioso Ronaldo Fenômeno sucumbiu ao também grandioso Leão da Barra, indo ao chão em uma cobrança de falta. No contra-ataque puxado por L. Domingues, Roger finalizou bem, mas o goleiro Felipe defendeu.

Sem saída de bola e sufocado pelo meio-campo Corintiano, Ronaldo se redimiu, e aos 20 minutos deu um lindo passe para Dentinho, que simplesmente fez um gol de craque, daqueles que só não dá gosto de ver por ter sido em cima do Vitória. Victor Ramos, como um mero espectador, apenas acompanhou a pintura.
Corinthians 1 x 0 Vitória.

O gol fez com que o leão desse uma "acordada", e aos 28, em uma jogada ensaiada (Maravilhosa, por sinal!) L. Domingues fuzilou, pena que foi meio do gol. O Goleiro Felipe, recebeu a bola em sua direção, pegando fogo, e espalmou para o lado.
Mais eficiente, o Corinthians não desperdiçou sua oportunidade. Douglas deu um passe em profundidade pelo meio da zaga rubro-negra, Victor Ramos, acompanhando Ronaldo, olhou para A. Martins, que olhou para Victor Ramos, nenhum dos dois foram na bola e o zagueiro Jean, que não tinha nada a ver com isto, apenas teve o trabalho de tirar do goleiro Víafara e marcar o segundo tento do alvinegro na partida:
Corinthians 2 x 0 Vitória.

O Vitória insistentemente abusava, e irritava, tentando jogar apenas pela direita. Já visado, o lateral Apodi recebeu marcação especial nas duas últimas partidas, e o Vitória ainda insiste em apenas explorá-lo. O lateral esquerdo Leandro, aparece pouco, mas quando aparece causa perigo, e aos 43 deu um passe lindo, deixou Apodi na cara do gol, só faltando dizer: "Faça meu filho, faça!".
O maluco-beleza mais querido do Brasil não se fez de rogado e diminuiu o placar para o rubro-negro:
Corinthians 2 x 1 Vitória.

DETALHE DA JOGADA: Neste gol ficou evidente a jogada que Paulo César Carpegiane tentou utilizar contra o CAM no Barradas e não deu certo, com os dois Laterais aparecendo pelo meio, sendo que o Apodi surge de surpresa por trás da zaga como segundo atacante.


E fim de um primeiro tempo que teve Willian apagado, Leandro pouco acionado pela esquerda, L. Domingues prendendo muita bola, a zaga batendo cabeça e o meio marcando muito atrás.

Mudando da água pro vinho, comentei com meu tio no intervalo da partida que alem de treinar finalizações Roger também deveria fazer um treinamento físico de arranques em 25/35 metros, da mesma forma que faz o Kleber Pereira, atacante do Santos.
O nosso atacante até sai da área, se movimenta, mas não ganha uma bola em velocidade. Fica a sugestão.


-SEGUNDO TEMPO: ROGER DECIDE MAIS UMA PARTIDA, PENA QUE NEGATIVAMENTE.

Começo do segundo, e de cara, uma nova postura em campo. Marcação adiantada e muitas bolas roubadas no meio-campo deram ao Vitória o domínio total da etapa complementar.
Willian continuava escondido da partida. Magal me lembrava Renan, marcando muito, mas errando muitos passes e o Leandro Domingues ainda prendia muita bola. Apesar dos pesares O VITÓRIA ERA SOBERANO E PARECIA QUE JOGAVA EM CASA.

Logo no começo do segundo tempo o leão da barra partiu para cima do adversário, e antes dos 10 minutos já tinha levado perigo ao gol adversário por diversas vezes. Com 1 minuto Apodi caiu na área, mas o juiz nada marcou, e achei que ele, desta vez, acertou. Falando no meliante, quero até saber qual o livro de regras que ele leu, e qual o número da regra que diz que encostar em Ronaldo é falta. Ô nojeiraaaa, era só encostar nele que o juiz apitava.

Com apenas 10 minutos do segundo tempo, e sentindo que perdia o domínio da partida o treinador Mano Menezes tratou logo de modificar o time, pondo Jorge Henrique, no lugar de Morais, tentando dar mais velocidade à sua marcação e saída de bola.
Nada adiantou. O leão dominava e o segundo gol parecia questão de tempo. Aos 11 A. Martins quase marcou. Em um torpedo pela diagonal direita, tirando tinta da trave adversária.
Roger se movimentava muito, e o time mesmo dominando a partida não colocava a bola no chão, insistindo em lançamentos para a área.

O jogo transcorria, o Vitória dominava completamente a partida, mas não marcava o gol. Tal situação me fez lembrar um camarada que só anda atrás da mulherada mas, cerca, cerca e não fura ninguém.

Aos 30 minutos Carpegiane substituiu o apagado Willian pelo Bida, e a partir daí o time passou a colocar mais a bola no chão, tendo uma maior consitência no meio e trocando mais passes, principalmente pela esquerda.

Até que aos 33 minutos do segundo tempo o atacante Roger quis aparecer. Tendo em vista que o mini-curso intitulado de "Como perder muitos gols em uma partida",
ministrado por ele após os jogos contra o Náutico e o CAM fez sucesso, ele resolveu abrir um ressalvo para mais uma turma(Espero que tenha sido para apenas uma turma mesmo!!) acrescentando apenas mais uma palavra ao tema:
"Como perder muitos gols INACREDITÁVEIS em uma partida".

Parafraseando o trecho de uma música da Banda Clave, da qual meu brother Léo Bonadie é baterista: "Procuro uma maneira pra dizer tudo o que sinto por vc", me limitarei a ser irônico e não comentarei este lance, caso contrário adjetivarei o camisa 9 do leão da barra com termos muito esdrúxulos e de baixo calão.

Deixo bem claro que não estou aqui para desmerecer o trabalho de ninguém. Críticas construtivas existem, e os atletas como "pessoas públicas" estão expostos a isto, devendo contornar tais situações e dar a volta por cima em campo, com a correção dos erros. Não desmereço o trabalho de Roger em um todo, afinal de contas, ele já tem 8 gols na competição e 8 gols não são feitos a toa, mas já são três partidas consecutivas com gols relativamente fáceis perdidos. Deixo o termo relativo, pois como diz o ex-jogador e grande comentarista Tostão: "Criticar depois do jogo, achando tudo simples é fácil, o difícil é estar ali e participar."
Uma coisa é certa, estes pontos perdidos nas últimas partida poderão pesar negativamente mais a frente. Espero que tais erros sejam acertados, e nos momentos decisivos o time tenha competência suficiente para converter tais oportunidades.


Aos 35 Carpegiane colocou Itacaré no lugar de Magal, dando uma maior referência ofensiva ao ataque e deixando Bida como segundo volante.

O juiz, tendencioso ao extremo, amarelou os três zagueiros. Até quando isto vai durar? Até quando teremos faltas invertidas, cartões amarelos desnecessários e seremos garfados?

Para finalizar o jogo:
-Mais uma finalização bizarra de Roger, aos 42.
-Ramon substituiu o Apodi, aos 43.
-Anderson Martins mandou um tirambaço de fora da área, o goleiro Felipe espalmou e o juiz erroneamente deu tiro de meta para o alvinegro paulista, aos 44.
-Víafara fez um milagre, em uma grande defesa aos 46.

Em seguida, fim de jogo, e mais uma injusta derrota rubro-negra fora de casa.
O técnico Paulo césar Carpegiani acredita que o time tem jogado melhor fora que dentro de casa. "Nós impusemos nosso ritmo no segundo tempo, perdemos gols incríveis. O corinthias teve dois lances e fez dois gols. Nós tivemos seis chances e só fizemos um".
Pela segunda vez em 13 rItálicoodadas o Vitória não está entre os quatro primeiros colocados. O time está conseguindo o mais díficil, que é deixar os atacantes livres para finalizar, cara a cara com o gol.Agora é afinar a pontaria e partir para cima do Coritiba neste domingo, no horário escroto de 18:30, com o apoio massivo da torcida.

Vamos Leão, em busca da reabilitação.

FICHA DO JOGO:

CORINTHIANS 2 X 1 VITÓRIA
Corinthians: Felipe; Diogo, Chicão, Jean e Diego; Jucilei, Elias, Morais (Jorge Henrique) e Douglas (Moradei); Dentinho (Marcinho) e Ronaldo
Técnico: Mano Menezes

Vitória: Viáfara; Wallace, Anderson Martins e Victor Ramos; Apodi (Ramon), Uelliton, Magal (Itacaré), Leandro Domingues e Leandro; Willian (Bida) e Roger
Técnico: Paulo César Carpegiani

Data: 23/07/2009 (quinta-feira)
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Ubirajara Ferraz Jota (PE)
Público: 23.600 pagantes (total de 24.912)
Renda: R$ 790.364,50
Cartões amarelos: Elias, Dentinho, Felipe (COR); Magal, Wallace, Victor Ramos, Anderson Martins (VIT)
Gols: Dentinho, aos 21min, Jean, aos 30min, e Apodi, aos 42min do primeiro tempo

Irritado com "incompetência", dirigente do Vitória promete trazer atacante

O vice-presidente de futebol do Vitória, Jorge Sampaio, não se conteve com os gols perdidos pelo atacante Roger e pelo meia Willian no segundo tempo da partida contra o Corinthians e prometeu reforçar o ataque da equipe."Foi incompetência nossa de não fazer os gols, o Vitória jogou de igual para igual, o esquema está funcionando, mas isso não adianta se não soubermos finalizar", disparou o dirigente.Jorge Sampaio disse que até a próxima semana espera anunciar um reforço para o setor. "Esperamos poder anunciar o nome de um atacante para brigar com o Roger pela camisa 9", declarou.Sampaio admitiu estar negociando com um atleta, mas negou que fosse do exterior. "Ele fala portugues, está no Brasil e joga num grande time". O nome de Tuta, do São Caetano, é o mais cotado.

POR: Uol esporte.com

SRN.

domingo, 19 de julho de 2009

VITÓRIA 0 X 0 CAM - A TARDE DOS GOLS PERDIDOS


VITÓRIA 0 X 0 CAM - A TARDE DOS GOLS PERDIDOS.
Por: Lucas Rochas §iquilho
lucas.rochas@yahoo.com.br


Dia chuvoso, apenas 16.101 torcedores no estádio, confronto contra o segundo colocado, zaga totalmente desfalcada, e anúncio da provável saída do atacante Roger, artilheiro do time no brasileiro, para um clube do exterior.
Tais notícias anunciadas antes da partida serviram para apimentar ainda mais a partida e deixaram o torcedor rubro-negro ainda mais atento, com os olhos abertos.

Em campo as duas grandes surpresas da competição tentavam mostrar para todos que não eram meros cavalos Paraguaios, e justamente por isto o primeiro tempo foi de muita cautela com os dois times se estudando em um começo de jogo truncado.

O Vitória pecava pelo nervosismo e pela insegurança do seu sistema defensivo no inicio do jogo, enquanto o Atlético jogava pelas pontas em alta velocidade mas sentia a falta do seu goleador, Diego Tardelli, como referência na área.

Carpegiane, cauteloso, evitou escalar dois zagueiros inexperientes e montou um novo esquema: "Eu tinha a opção de escalar dois meninos, o Gabriel e o Renier, mas achei que juntos eles iam sentir muito a pressão, por isso optei por apenas um, improvisando o Carlos Alberto e o Uelliton na zaga", explicou.

Logo aos 9 minutos Leandro Domingues roubou uma bola pela direita e lançou o lateral Apodi, que cara a cara com o gol tocou rasteiro na saída do goleiro, e a bola caprichosamente passou pela frente do gol.
O jogo era tenso, e o Atlético também partia para cima, sempre pela direita da defesa do leão, com um ótimo toque de bola, e todas as suas jogadas em velocidade trazendo perigo à zaga rubro-negra.

Apodi, que sempre é o grande destaque do time, estava deslocado em campo.Posicionado no meio-campo, mais uma vez o lateral não rendeu muito.
Acho que o treinador novamente foi infeliz neste posicionamento tático. O forte do Apodi é a sua velocidade e deixa-lo no meio campo mata completa isto.
Carlos Alberto, figura que sempre recebe as minhas críticas, esteve muito bem hoje. Ainda precisa ser mais simples e objetivo, mas hoje apareceu bem na partida. Uéllington é outro que vem jogando muito!
Magal, substituindo o ídolo Vanderson, tem crescido muito de produção e surpreendendo a todos.

Em um jogo muito disputado no meio-campo as claras oportunidades de gol foram poucas.
Ainda no primeiro tempo, aos 45 minutos, o lateral Leandro efetuou um excelente cruzamento, e Roger, impedido, com uma bela cabeçada marcou o gol, anulado pelo bandeirinha.
Falando em arbitragem, mais uma vez esteve tendenciosa, com muitas faltas e lances sendo invertidos, mas não influenciou diretamente no resultado da partida.

E com esta maresia, monotonia e chatice o primeiro tempo acabou: O Atlético com maior posse de bola e o Vitória com os lances mais perigosos.

Na volta do intervalo ambos os times voltaram com a mesma escalação, mas o leão da barra voltou com mudanças táticas. Carpegiane adiantou a marcação, dando mais volume de jogo e apertando a saída de bola do galo. A diferença era notável e o leão voltou a campo encurralando o time mineiro.

O segundo tempo da partida pode ser representado por dois jogadores:
-Leandro Domingues em uma tarde super inspirada.
-Roger, perdendo gols feitos.


Logo aos cinco minutos Leandro Domingues dominou no ar dando o chapéu em um adversário, sem a bola cair deu chapéu em outro, deixou a bola suavemente tocar o gramado, virou a cara e disse “vai meu filho, faça mais um”, deixando o artilheiro do Brasileirão cara a cara com o goleiro Aranha. “Nas condições normais de temperatura e pressão” o atacante rubro-negro simplesmente teria metido um foguete, mas querendo bater com classe deu um chute fraco e ridículo nas mãos do goleiro Aranha, quase um recuo de bola. O primeiro da série: “Como perder muitos gols em uma partida”.

Enquanto o clube mineiro apenas se defendia, o leão queria manter os 100% de aproveitamento em casa e partia para cima.

Aos 16, Roger, novamente ele, perdeu mais uma, driblando dois zagueiros e finalizando em cima do goleiro aranha.

Aos 26, cruzamento preciso, Roger sobe e... bola cabeceada nas mãos do goleiro aranha.

O Vitória insistia muito, com o time todo se movimentando muito, enquanto Apodi destoava de todos, parado no meio-campo. A meu ver, o treinador Paulo César Carpegiane tentou inovar, promovendo uma alternância entre os laterais. A jogada que poderia confundir a marcação adversária acabou confundindo os seus próprios jogadores e apenas em três oportunidades deu certo: Duas com Leandro caindo pela direita e uma com Apodi pela esquerda.

Enquanto isto, Roger jogava bem: Marcava, saia para receber a bola, aparecia pelas pontas, mas abusava de perder gols.
Aos 30 minutos bola alçada na área, desvio leve do zagueiro adversário e sobra limpa, livre, leve e solta para o artilheiro Roger na pequena área. Ele domina a pelota com categoria, pisando na bola, olha para o goleiro e bate fraquinho, mas com classe...caprichosamente na trave!!
Ele não acreditou, muito menos eu!!

Assisto aos jogos sempre na curva antes da torcida uniformizada Os imbatíveis, e acompanhei o lance a menos de 50 metros. Inacreditável.
Me limitei a lembrar daquelas partidas em que a pelotinha teima em não entrar e percebi que estávamos numa situação dessas, mas ainda assim achava que venceríamos, e que o gol sairia.

A entrada de Bida no lugar do Willian deu ao time mais qualidade de passe, mas tirou a velocidade. Bida deveria ter substituido o meia Gil.
Bida acabou entrando bem, e aos 36 minutos recebeu uma bola pelo meio e passou pelo marcador, que acabou cometendo falta. Na cobrança, ele soltou o pé, mandando um foguete.
O goleiro Aranha bateu roupa e espalmou para frente, na jogada Apodi e Domingues que percebe que não chegará a tempo e deixa a bola para Apodi, em melhores condições, que isola, no último lance de perigo da partida.

As duas equipes voltam a campo na próxima quinta-feira. O Atlético-MG recebe o Fluminense no Mineirão, enquanto o Vitória enfrenta o Corinthians no Pacaembu.
Apesar do resultado o placar não representou o que foi o jogo, sendo muito injusto e horrível para o leão que agora está a 4 pontos dos lideres e ocupando a 4ª colocação ao lado do Barueri, levando vantagem por possuir uma vitória a mais.
O empate de hoje obriga o Vitória a partir para cima do Corinthians na próxima partida. Não se pode chorar pelo leite derramado e agora é absorver os erros de hoje e treinar com o intuito de corrigi-los.
O time toda esteve bem, e jogadores como Roger e Apodi já salvaram o clube em outras oportunidades, por isto não devem ser crucificados.
Agora é treinar e manter a constância, sempre jogando bem, buscando o resultado.

Segundo o atacante Roger, grande personagem da partida devido os gols perdidos, - Tem dia que as coisas não saem como a gente quer. Procurei finalizar com qualidade, mas não deu. Vamos para a próxima – afirmou.

Para o treinador Carpegiani, o Vitória teve uma atuação instável apenas no primeiro tempo, quando teve muitas dificuldades para conter as jogadas de ataque do adversário pelo lado esquerdo, com Evandro e Eder Luís. "Mas no segundo tempo não demos a menor chance para o Atlético-MG", ponderou. - Nós só tínhamos volantes para improvisar na defesa. Na sexta-feira à noite, fizemos um treino que me deu a convicção da posição que eu deveria tomar. Eu não tinha dúvidas que o time teria que ser este, mas não merecíamos estas coisas que acontecem no futebol. Criamos demais, mas não fomos felizes nas conclusões. Hoje não fomos felizes e deixamos de ganhar mais dois pontos. Eu não acredito em azar e sim em competência. Tivemos uma maior posse de bola, mas hoje não era o nosso dia mesmo e faltou competência para colocar a bola para dentro – comentou, em entrevista ao site oficial do clube.

FICHA TÉCNICA DO JOGO
VITÓRIA 0 x 0 ATLÉTICO-MG

Vitória:Viáfara; Carlos Alberto, Uelliton e Renier (Robson); Apodi (Edson), Magal, Gil, Leandro Domingues e Leandro; Willian (Bida) e Roger.Técnico: Paulo Cesar CarpegianeAtlético-MG:Aranha, Carlos Alberto (Serginho), Uerlei, Welton Felipe e Thiago Feltri; Renan (Alex Bruno), Márcio Araújo, Jonílson e Evandro; Éder Luis e Alessandro (Cléber)Técnico: Celso Roth
Data:19/07/2009 (Domingo)
Local: Barradão, em Salvador
Árbitro: Pedro Luís Vuaden (RS)
Renda: R$ 327.880,00
Público: 16.101 pagantesC
artões amarelos: Apodi, Viáfara, Gil, Aranha e Uerley

CONTRATAÇÃO

Para evitar ser novamente obrigado a recorrer ao improviso, o treinador anunciou a contratação do zagueiro Fábio Ferreira, jogador do Grêmio, com quem trabalhou no Corinthians. "A indicação foi minha. É um jogador rápido, firme, e que sabe jogar. Não podemos mais ser pegos de surpresa como fomos contra o Atlético-MG".

PROVÁVEL SAÍDA DE ROGER

Mais um vez o Vitória corre risco de perder sua referência no ataque. Neste domingo (19), a diretoria do Vitória anunciou que um clube europeu está interessado no futebol do atacante Roger. Como o jogador pertence ao São Paulo e está empresto ao Vitória, a transação nem passa pelo conhecimento dos dirigente Rubro-negros. Porém, a diretoria do São Paulo já avaliou que não vale à pena vender o jogador e a diretoria do Vitória continua alisando o tricolor paulista para não perder o artilheiro. "Realmente existe um interesse no Roger e uma cláusula no contrato dele permite uma transação do jogador com o exterior. Mas estamos em contato direto com o Juvenal Juvêncio do São Paulo e eles não estão interessados em vender o jogador. Vamos aguardar, mas eu acredito que o Roger vai ficar com a gente", afirmou o dirigente Jorginho Sampaio na rádio Transamérica. O cartola também declarou que se reuniu com o presidente Alexi Portela e decidiram correr atrás de outro camisa nove, plano esse que havia sido abortado com consentimento de toda diretoria. "Vamos arranjar um jeito de trazer outro atacante. Não podemos correr risco de ficar sem um goleador, como aconteceu ano passado com a perda de Dinei. Conversei com Alexi e ele concordou", finalizou Sampaio. Os dirigentes podem tentar retomar negociações com jogadores do Cruzeiro.